sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tudo culpa do Fernando


Foi quando eu me perguntava por que todos os meus namorados eram tão estranhos que me lembrei do Fernando... há anos atrás, ele foi responsável pela minha primeira grande desilusão amorosa. Eu vivia o auge dos meus saudosos 07 anos, na pré-escola...  e não, eu ainda não sabia o que era o amor, mas eu já gostava dos meninos e do Fernando, eu queria ficar perto o tempo todo. Ele era sobrinho da tia Marisa, minha professora preferida e exclusiva daqueles primeiros anos escolares e se eu soubesse desenhar retratos, teria ainda hoje, todos os elementos pra fazer a cara dele. Mas eu só aprendi a desenhar flores de cerejeira e alguns corações tortos, porque quando criança, me disseram que eu não tinha nascido para desenhar. Destaco aqui apenas que ele era loiro e que tinha uma carie no dente da frente...
Quando virou amor? Acho que quando alguém me perguntou se eu gostava dele e eu... eu disse que sim, porque entre olhar e ter certeza, existe apenas uma terceira pessoa e uma pergunta. Respondida ela, é amor. E é pra sempre. E o pra sempre durou pelo menos até a 3º série. Mas a desilusão veio logo, também por uma terceira pessoa, que me trouxe resposta pra aquilo que eu nem tinha perguntado: ele não gosta de você!E foi assim que eu perdi meu primeiro grande amor...
Nunca me perguntei como esqueci o Fernando mas sempre ri por ele ter tido aquela carie, porque hoje, 21 anos depois de tudo isso, eu continuo com o mesmo sorriso, que nunca teve nenhuma...

Post por Silvia Soldi

4 comentários:

  1. Engraçado como a gente lembra do primeiro amor né!!! O meu se chamava Roberto. Não sei se tinha cárie, mas tinha uma enorme janela na frente da boca. Tenho uma foto dele e ainda o acho uma gracinha. O negócio tava tão sério que até presente de dia dos namorados eu ganhei... Pena que foi embora, como minha doce infância, e eu não me lembro como aconteceu... Mas eu tenho saudades dele e de uma época que a gente não se importava com detalhes como uma cárie, ou uma janela nos dentes!!!
    Adorei o texto!!!

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  2. É, quem nunca teve uma desilusão amorosa que atire a primeira pedra! Seja por qualquer motivo, é péssimo você "brochar" por uma pessoa que, até naquele instante, achava que era o AMOR ETERNO DA SUA VIDA, que viria cavalgando em seu unicórnio branco com asas e que, por muitas horas, viajariam entre nuvens quentes, noite limpa e estrelas cadentes, vendo de láááá de cima, a casa do PAPAI NOEL, com a chaminé ativa, doendes trabalhando e seu trenó quase pronto para voar em cima de nossas casas. Devo frisar que, saber que PAPAI NOEL não existe, não deixou de ser, para mim, uma desilusão amorosa, visto que o amor paterno que sentia pelo "bom velhinho" foi em vão. Mas valeu enquanto durou!
    A vida é assim Silvia, seja pelo PAPAI NOEL, seja pelos MENINOS DA ESCOLA, DA FACULDADE e/ou seja pelos HOMENS DE HOJE em dia, é sempre bom estarmos com o pé no chão, evitando um "baque" de uma desilusão amorosa.
    Afinal... onde eu estava com a cabeça por pensar que os homens seriam semelhantes ao KEN da Barbie? Ahhh, esse KEN... era tudo de bom!
    Beijossssss

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  3. Agora sim, Silvia: gostei de ver ;)

    Eu tbm tive uma paixonite no prézinho, era a Vanessa. Mas sempre fui platônico: quando a gente conquista perde a graça. Bj

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  4. Silvia ,o primeiro toco agente nunca esquece, como o primeiro beijo, o primeiro amor e a primeira transa, a primeira decepção e a última!
    E o que ficou no meio do caminho?! Nem me lembro mais...

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